Visitas de Estudo

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INSCRIÇÃO

Visitas

Coimbra - Da Alta à Baixa por caminhos da UNESCO (Profª. Fernanda Cravidão)

Em 22 de junho de 2013 a UNESCO classificou a Universidade, a Alta e a Sofia como Património Mundial da Humanidade. Este facto teve um forte impacto na cidade, pelo seu valor simbólico, por passar a estar mapeado na cartografia dos sítios classificados UNESCO e pelo valor acrescentado que proporcionou a atratividade turística.

O objetivo deste itinerário é percorrer a cidade classificada pelos lugares que não fazem parte da matriz tradicional para quem visita a cidade, construindo um outro olhar sobre este Bem com valor universal.

Jardins com história na cidade de Coimbra (Profª. Susana Silva)

A história de uma cidade pode ser contada através dos seus jardins. Entre a Baixa e a Alta de Coimbra é possível encontrar vários jardins, heterogéneos em dimensão, morfologia, contexto e significado, intimamente ligados à edificação da cidade e às suas vivências.

Trata-se de um património cultural, paisagístico, artístico e histórico, essencial para a preservação e fortalecimento da memória e da identidade coletiva tal como para a valorização, qualificação e estruturação do espaço urbano, que assume particular relevância não só numa perspetiva de lazer quotidiano, mas numa perspetiva turística mais ampla e complexa, e que este percurso pretende evidenciar.

Aspetos geomorfológicos da cidade de Coimbra (Prof. Lúcio Cunha)

Colocada numa posição de charneira no contexto nacional, entre o Norte e o Sul, entre o Litoral e o Interior, Coimbra assume também, em termos geomorfológicos, esta posição de charneira ou de contacto entre as unidades geológicas do Maciço Hespérico e da Orla Mesocenozóica Ocidental, a que a Geomorfologia responde com formas de relevo de características diferenciadas.

A esta oposição estrutural entre o Maciço Marginal de Coimbra e as colinas mais baixas da Orla, junta-se a evolução imposta pela rede hidrográfica do Mondego, hoje testemunhada por um conjunto de formas e depósitos bem característicos.

Assim, um entendimento do suporte geomorfológico da urbe territorialmente difusa de Coimbra passa não só pelas características estruturais maiores, mas também, e muito, pela interpretação morfológica e sedimentológica de formas e depósitos que vêm dos Conglomerados da Cruz dos Morouços e das Areias Vermelhas do Ingote, aos terraços da Boavista e da Arregaça, para dar lugar às aluviões do Mondego e aos muitos depósitos que marcam a evolução mais recente das vertentes dos vales principais.

Como escreveu Fernandes Martins, “o Mondego é o fulcro” e, do ponto de vista geomorfológico, merece referência não só o rápido enchimento da ria flandriana que deu origem à planície fluvial do Baixo Mondego que se inicia em Coimbra, mas também os processo actuais de um rio torrencial que, mesmo aparentemente domesticado, continua a ditar cheias e inundações com natural reflexo no espaço urbano.

É um pouco a discussão sobre estes temas que faremos nesta curta viagem pelo território de Coimbra…